OFICINAS DO MAM 25 ANOS

Litografia – 1983 – florival oliveira – 50×70 Uma semente que foi plantada e que deve ser regada sempre.

25 Anos de Oficinas do MAM   (1980-2005)
Tempos dificeis, como o sol abrasador, como chuva na encosta que amolece barranco, a união responsavel é abraçada por cada um desses que hoje fazem parte desta iniciativa que são as Oficinas do MAM. Heitor Reis, Zivé Giudice e Francisco Liberato respectivos diretores do MAM), Florival Oliveira, justino Marinho, Francisco Liberato Zú Campos e Juarez Paraizo coordenadores das Oficinas, Artistas Professores: Cristina Medeiros, Stella Francesca Carrozzo, Ieda Oliveira, Gaio, Iuri Sarmento, Paulo Pereira, Zau Pimentel Seabra, Renato Fonseca, Ayrson Herackiton, Caetano Dias, Bete Souza, Márcia Abreu, Edgar Oliva, Almandrade, Suzane de Pinho, Vauluizo Bezerra,Barbara Suzarte, Isa Muniz, Antonello L’abbate, Zeca Araujo, Hilda Salomão, Betânia Vargas, Zú Campos, Deca Conde, Elisa Galefe, Hinha Bastos, Ray Viana, Renato Viana, Guache ,Jamir, Cidinho,Rubens Gerchman, Sonia Rangel, Israel Pedrosa, Josely de Carvalho, Sérvulo Esmeraldo, Renato de Silveira, Glei Melo, Juarez Paraizo, Florival Oliveira, Ieda Maria, Sonia Castro, Werner Reister, Mayki Wokd, Antonio Grosso, Marcia Magno, Paulo Rufino e Manoel Missias, das  respectivas técnicas e teorias em Desenho de observação,
Desenho e Criação, Desenho e percepção, Pinturas I,II,III, Gravura em
Metal, Xilogravura, Litogravura, Serigrafia, Técnica de escultura em
Madeira, Processos Tridimensionais, Cerâmica I e II, Processo
Contemporâneo, Criatividade em Artes Plástica, Teoria e História da
Arte. …Secretária e monitoria.
Artista que passaram pelas Oficinas do MAM
Eneida Sanches, Sara Vitória, Marepe, Maxim Malhado, Eckenberger, Terciliano Jr., Justino Marinho, Murilo, Zivé Giudice, Vauluizo Bezerra, Carlos Celuque, Caribé, Floriano Teixeira, Ramiro Bernabo, Bel Borba, Nero Lopes, Jadmario, Luiz Cerqueira, Gabriel Arcanjo, Ceceu Evangelista,  Tuti Minervino, Teresa Paixão, San Costa, Solange Cruz, Sandro Morais,Rogerio Blank, Rachel Mascarenhas, Paulo Angela, Nivanilson Souza, Nelson Martinezi, Neidja, Mira Cordeiro, Marta Luna, Luiz Fernando, Lucia Monte Alegre, Lu Lima, Kamundo, Juarez Andaluz, Jorge José de Jesus, Gil Bastos, Flavio Lopes, Fernando Pigeart, Eliezer Bezerra, Eduardo Almeida, Davi Cavalcante, Darlene Bezerra, Cris Carvalho, Cleomarcia Oliveira, Carlos Araujo, Caracol, Ann’ Pochon, Andre Farias, Aline Costa, Ademir Barcelar, Júlio Roberto da Silva, Andréa Bastos, Pedro Marighella, Rivagilsa da Silva, Thelma Ferraz, Iuri Silveira, Marcio Alberto dos Santos, Israel Anunciação dos Santos, Lúcia Salgado, Ivone Pessoa, Júlio Roberto Silva, Jaime Guimarães, Carol Midlei, Cristina Carvalho, Rita Araujo, Telêmaco Uga, Mauri Cipresso, Evandro Sybine, Thiago Melo, Andres Cisilino, Ana Marcia Braga, Hilda Lima e outros.
As Oficinas do MAM (oficinas de arte em série, oficinas de expressão plástica) foram inauguradas em março de 1980, convenio firmado entre a FUNARTE e Fundação Cultural do Estado da Bahia. Exclusivamente voltada para o ensino da gravura (Xilogravura, Água  forte, Litografia e Serigrafia), aberta à comunidade,  cursos gratúitos e duração de 160 hs tres vezes na semana no período matutino e vespertino, além de oferecer recursos técnicos e materiais para todos que por um processo de avaliação, participarem nestas atividades. A participação dos artistas gravadores, foram de importância na
solidificação e valorização, resgatando um principio importante no contexto cultural que são manifestações da arte da gravura na Bahia.
1983 duas novas técnicas são instaladas (cerâmica e Escultura em madeira).Por tradição a exemplo dos sítios de produção em barro( Maragogipinho , Caxixis, Presépios, As figuras de Barro na Bahia, Decorações etc) e na confecção dos entalhes do Barroco baiano, resgata do artezão não mais como referência econômica e sim lingugem plástica. 
Uma nova mentalidade se faz no interrelacionamento e na abertura do espaço integrado, convívio este  enriquecidos nas trocas de relações entre os vários processos e  conteúdos.
Em 1994, as Oficinas do MAM são reinstaladas com os cursos de pintura, desenhos, processos contemporâneos, tridimensionais e história da arte, perfazendo dezoito cursos, distribuidos nos horários matutino, vespertino e noturno, mantendo a sua estrutura e funcionamento aberta e livre,  com esposições didáticas e  destaques  em catalógos nos anos de 1999 a 2002, inserindo-os nos circúitos de galeria, salões e espaços culturais da cidade e formando um público especifico apreciadores da linguagem visual e plástica.
Exposição Destaque 2002
“O Museu de Arte Moderna da Bahia assumiu na última década uma posição de liderança entre as instituições museológicas brasileira. Redefiniu o estatuto dos salões de arte, destinou verbas para a aquisições de obras contemporânes, organizou e absorveu uma série relevante de exposições de artistas nacionais e internacionais, tornou-se referência para o circuito. Com isso, como resultado imediato, veio um novo oxigênio para a produção de arte baiana, assim como a formação de um público sintonizado com as questões atuais.
Neste aspecto, a presença das oficinas de artes ganha um destaque indiscutível.
O museu não é só um lugar de exposição e memória, mas de criação e vida. As oficinas levam diariamente para o museu um público variado e tem para com ele a responsabilidade de preparálos para uma iniciativa criadora. Cabe lembrar o quanto a época mais efervecente do MAM-RJ esteve relacionada à presença dos cursos de arte e dos domingos da criação, entre o final dos anos 60 e começo dos 70. Todos iam diariamente para o museu, nem que fosse para uma simplis cerveja. Assim havia vida e estímulo para se fazer do museu um lugar produtivo, educativo, afetivo ou seja, uma casa de cultura.
É sabido que arte não se ensina. Mas seria um equívoco concluir com isso que só faz arte quem é inspirado ou dotado espontaneamente pela natureza. Entre os dois equívocos – abre-se um espaço interessante para as escolas e oficinas de arte. Trocando em miúdos e soando paradoxal – afinal a arte adora os paradox – arte não se ensina, mas pode ser apreendida, ou seja, pode-se ter uma formação de artista. É neste sentido que eu vejo com entusiasmo o crescimento do número de alunos nestas oficinas do MAM-Bahia e o quanto isso tem sido responsavel pelo fortalecimento  da jovem arte bahiana nos salões nacionais. É com as oficinas que o museu vai aos poucos desenvolvendo para a Bahia seu compromisso com uma formação alargada para seus cidãos. Que todos vejam nesta exposição um pouco do árduo trabalho realizado cotidianamente por um grupo de obstinados professores-artistas e seus não menos dedicados alunos. Vida longa para estas oficinas – esta é a garantia da própria vida do museu.”
                                                                  
Luiz Camillo Osorio
Crítico de arte, professor de estética da escola de teatro da Universidade do Rio de Janeiro e outor de Flávio de Carvalho, cosac & naify,sp, 2000
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About florivaloliveira

Artista Plástico e Professor de Gravura
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3 Responses to OFICINAS DO MAM 25 ANOS

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  2. CajCarlao disse:

    Que o retorno a essas atividades seja o mais rapido possivel

  3. Luciano disse:

    É uma pena q as oficinas tenham acabado,porque, lá era um dos poucis locais onde havia a convivência pacífica entre pobres, ricos,negros,brancos…….

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